quarta-feira, 26 de junho de 2013

Cresce acesso à internet por dispositivos móveis


O aumento da presença de tecnologias móveis nas residências brasileiras apresentou uma crescente em 2012. Entre os domicílios que têm computador, a metade deles tem um computador portátil, antes este número era de 41%, de acordo com a pesquisa de Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) Domicílios 2012, realizada pelo Centro de Estudo sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br). Já o indicador da proporção de usuários de telefone celular que acessam a internet pelo dispositivo cresceu em 2012, alcançando 24%. Em 2011, esse tipo de uso era de 18%.
Apesar do crescimento do acesso móvel, o País ainda apresenta barreiras na implementação de medidas que possam melhorar o serviço no Brasil. De acordo com o gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa, um dos objetivos da pesquisa é fornecer dados para que sejam criadas medidas políticas para aumentar o número de acessos em áreas ainda críticas. “Observamos que o maior número de acessos está onde se concentra o maior número de operadoras. É necessário que haja um interesse em levar a infraestrutura do Sul e Sudeste para as regiões Norte e Nordeste do Brasil”, explica.
Ainda de acordo com o gerente, embora existam iniciativas louváveis para tentar aumentar estes números, como a desoneração dos smartphones, por exemplo, ainda existem limitações no que está sendo praticado. “Se existe o interesse de levar a internet de qualidade a 100% dos municípios brasileiros, alguma coisa tem que ser feita. O governo precisa olhar para estes números e realizar profundas reflexões”, complementa.
Outro dado relevante do estudo é que, pela primeira vez, existem mais usuários de internet do que pessoas que nunca utilizaram o serviço, ou seja, 49% dos brasileiros acessaram a internet pelo menos uma vez a cada três meses, contra 45% que não tiveram contato algum. Entre as classes sociais, enquanto 80% dos brasileiros das classes “D” e “E” nunca usaram serviços de web, no grupo “A” este percentual é de apenas 5%.
Apesar desta divisão econômica, a utilização das redes sociais, por exemplo, está disseminada em proporções similares por todas as classes. Está é, inclusive, a segunda atividade exercida com mais frequência pelos brasileiros na web, perdendo apenas para a busca por informações. “O uso de redes sociais não demanda uso sofisticado. Isso explica essas experiências que temos vivido nas últimas semanas, nas quais o nível de mobilização por meio das redes sociais se dá de forma muito expressiva”, finaliza Barbosa.
Nathália Guimarães, da Folha de Pernambuco.


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