quarta-feira, 24 de julho de 2013

Bernardo pede urgência para o Marco Civil da Internet


(AE) – O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta terça-feira que solicitou à Casa Civil que peça urgência na votação do Marco Civil da Internet no Congresso Após reunião com o presidente do Google Brasil, Fábio Coelho, o ministro disse que, ainda que existam divergências pontuais no projeto, já há um melhor clima para sua aprovação.
Segundo Bernardo, a empresa norte-americana se mostrou preocupada com a possível exigência no projeto da construção de datacenter para armazenamento de dados no Brasil. “O Google afirmou que não é uma questão financeira, mas de arquitetura de redes e de engenharia. Por isso, eles se mostraram resistentes à implantação desses datacenters no País”, disse Bernardo.
O ministro defendeu a medida. Segundo ele, o governo tem o objetivo de criar uma política pública para o desenvolvimento do setor, inclusive já concedendo desoneração e, além disso, o armazenamento de dados no País resolveria pendências judiciais. “O próprio Google já se recusou a fornecer informações à Justiça brasileira devido aos seus dados estarem armazenados nos Estados Unidos”.
Paulo Bernardo comentou ainda que o governo brasileiro busca diminuir a concentração da internet nas mãos dos Estados Unidos, mas ressaltou que essa discussão não será feita com o Google, mas sim em organismos multilaterais. Ele comentou também que é favorável ao fomento de companhias nacionais de serviços ligados à internet. “É sempre importante haver competição e concorrência Mas é evidente que é difícil se mudar uma estrutura de mercado tão poderosa”, disse. “Mas é sempre bom estimularmos novas companhias”, acrescentou.
Na conversa, a questão da espionagem dos Estados Unidos revelada pelo ex-agente norte-americano Edward Snowden também foi abordada, mas Coelho reafirmou que o Google não entrega dados confidenciais ao governo norte-americano, salvo em colaboração com a Justiça do país. Bernardo lembrou, porém, que essa discussão deve ganhar ainda mais peso porque a opinião pública dos Estados Unidos também está incomodada com as notícias que vêm sendo publicadas pela imprensa mundial.


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