segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Saúde e Segurança pedem socorro em Pernambuco

Por: Doriel Barros - presidente da Fetape

Pernambuco tem vivenciando situações extremamente graves, especialmente no interior, nas áreas de saúde e segurança,  que precisam, urgentemente, da atenção das autoridades estaduais. A crise vivenciada pelo País não pode ser utilizada como argumento para que se reduzam os serviços essenciais à população.
Milhares de famílias vêm sofrendo com a falta de medicamentos e com a redução de serviços básicos e especializados, a exemplo do atendimento nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento).  No interior do estado, as pessoas têm enfrentado várias dificuldades ao procurar as unidades de saúde. Há um aumento no número de casos de dengue e dos registros de Chikungunya. Os relatos de lideranças e gestores locais apontam para a ausência de uma politica de prevenção e controle.
Outro problema que tem se expressado com cada vez mais força é o da insegurança, principalmente nas comunidades rurais, onde vários casos de roubos e assaltos têm assustado a nossa gente, que se sente impotente diante da violência.  
Há um sucateamento das delegacias de polícia que, além de terem um efetivo policial insuficiente, ainda contam com profissionais insatisfeitos com os salários e condições de trabalho. Para completar, há uma ausência de dados sobre a violência no campo, o que dificulta que as políticas cheguem aos locais que realmente precisam. Afinal, como saber quem está sendo morto e que tipo de violência é mais comum se não há informações. 
Esse conjunto de descasos tem provocado mudanças nos hábitos das comunidades rurais e até mesmo estimulado o êxodo, especialmente das pessoas idosas, que têm buscado, nas áreas urbanas, mais segurança.   O que é um grande engano.
Diante de tudo isso, é preciso uma ação urgente do Governo do Estado.  Não é possível que um estado que recebeu investimentos enormes, com um grande número de empresas instaladas e produzindo, e que tem uma das maiores arrecadações de impostos do País, não tenha recursos e, principalmente, não priorize as áreas que mais afetam a população.

O País não pode parar em momentos de desafios. Pernambuco precisa fazer, na prática, o dever de casa, já que esse tem sido o mote do governador, para que os problemas causados pela crise mundial tenham seus impactos reduzidos, com politicas de apoio e proteção à população que mais precisa dos serviços e da atuação firme do Estado.


Com informações da assessoria.






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