domingo, 13 de dezembro de 2015

Centrais e Movimentos conclamam população a ir às ruas dia 16


Centrais Sindicais, movimentos social e popular, em coletiva de impressa nessa quarta (09), no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, conclamaram  aos brasileiros e brasileiras  para irem às ruas no próximo dia 16, para defender a democracia, pedir a cassação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e mudanças na política econômica.
Esses são os 3 pontos que unem as entidades que formam o bloco contra o retrocesso e por mais direitos: CUT, CTB, MST, MTST, UNE e CONEM.
O processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff foi aberto no último dia 2 por Cunha, no mesmo dia em que o PT anunciou que votaria pela admissibilidade do processo de cassação dele por quebra de decoro parlamentar - foi comprovado que o presidente da Câmara tem contas secretas na Suíça e ele mentiu numa seção da Casa negando ter essas contas.
“O impeachment sem base jurídica, motivada pelas razões oportunistas e revanchistas de Cunha, é GOLPE”, diz um trecho da convocatória unificada de mobilização para o Dia  Nacional de Luta Contra o Impeachment, pela Cassação de Cunha e por Mudanças na Política Econômica, divulgada na coletiva desta terça. 
O presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas, afirmou que o impeachment também significa retirada de direitos dos trabalhadores e destacou que Cunha, além de não ter legitimidade para encabeçar o processo contra a presidenta, representa retrocesso para o país. "O impeachment, além de ser cortina de fumaça para a população esquecer os crimes que ele cometeu, atenta contra a democracia, porque não há legalidade no processo. O que há é uma disputa política", denunciou. 
Vagner também lembrou as pautas conservadoras do presidente da Câmara, como a redução da maioridade penal, a legalização da terceirização sem limites e o projeto que criminaliza as mulheres vítimas de violência sexual. "São pautas que só tiram direitos".  
O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, complementou dizendo que o movimento, que está organizando o ato para o dia 16, é contra o impeachment, mas nem por isso apoia as políticas do governo. 
“Os mesmos movimentos organizados, que estão aqui, também estiveram durante todo o ano fazendo atos dizendo que são contra o ajuste fiscal, que a saída para a crise é taxar as grandes fortunas e da importância de se fazer as reformas estruturais”, explicou Boulos. 
A secretária de Imprensa e Comunicação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Raimunda Gomes  também lembrou que todos devem ficar atentos as manobras de Cunha no processo de impeachment.  
“A luta é no parlamento, no judiciário e com o povo na rua. O Cunha não tem moralidade política para encabeçar o processo e nem de continuar presidente da Câmara”, pontuou. 
Edson Carneiro, o Índio, secretário-geral da Intersindical, disse, para os jornalistas e convidados presentes, que a luta é contra o retrocesso. “É o maior ataque contra a classe trabalhadora e temos que derrotá-lo. Também temos que pautar as principais reformas”. 
Flávio Jorge da Silva, membro da direção da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), lembrou que o movimento negro lutou  500 anos para conseguir conquistas históricas e vê ameaça. “É só ver a composição da comissão para votar o impeachment, como os deputados Pastor Feliciano e Bolsonaro, símbolos do fascismo e do conservadorismo, pregam a intolerância, o racismo e o ódio”.  
A presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, recordou a luta da entidade no movimento ‘Fora Collor’ e fez questão de dizer as diferenças com o momento atual. “Foi comprovado que a mulher de Collor tinha dinheiro ilícito em sua conta e fatos, que não deixavam dúvidas sobre seu envolvimento em corrupção, foram comprovados. Isto deu legalidade para o processo de impeachment, muito diferente de agora.”, explicou. 
Gilmar Mauro, coordenador do Movimento Sem Terra (MST), lembrou que o ato acontecerá em várias capitais brasileiras. “Não estamos conclamando somente os movimentos sociais, mas também os democratas, progressistas e os que querem impedir o golpe”, disse. 
“Independente das diferenças ideológicas de cada movimento envolvido neste ato, não somos covardes e vamos para rua defender a continuidade do projeto popular, combater a política econômica e mobilizar por reformas estruturantes, principalmente a reforma política que é necessária e urgente”, finalizou. 
Vagner pontuou que a representação dos movimentos sociais que estão unidos para enfrentar este momento é a maior unidade da esquerda brasileira desde o impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello. “Todos os segmentos da esquerda brasileira contemporânea estão unidos e unificados em torno dos três eixos e isso demostra a gravidade do momento político do Brasil, mas também demonstra o amadurecimento da esquerda”, finalizou.






Do portal do Sindsep.




















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