quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Nem tudo é carnaval

Nem tudo é Carnaval no Recife, afinal neste sábado, dia 30, a partir das 17 horas, no Bar Entre Amigos (O Bode – Espinheiro) a editora baiana Mondrongo, apresenta três novos livros do seu catálogo, todos eles de poesia.

Os livros são: “A dimensão necessária”, de João Filho, livro vencedor do importante Prêmio Biblioteca Nacional em 2015; “Servir a quem vence”, do poeta e dramaturgo paraibano Astier Basílio; e o livro “O corvo e o colibri”, do pernambucano Bernardo Souto.

Sobre os livros e autores:

Bernardo Souto é autor de três livros publicados, Elogio do Silêncio (Ed. Bagaço, 2009), Teatro de Sombras (Ed. Moinhos de vento, 2011) e agora este O Corvo e o Colibri. Segundo Rafael Guedes o poeta pernambucano Bernardo Souto é um dos nomes mais interessantes da poesia brasileira atual. Sua poética, que já foi favoravelmente apreciada por Ângelo Monteiro, uma das maiores personalidades da lírica “nordestina” das últimas décadas, não é fácil de ser classificada, pois está situada em uma zona de confronto entre mundos diversos – o ocidental e o oriental, o revolucionário e o tradicional, o carnal e o espiritual – sem se render completamente a nenhum deles. Como resultado desse antagonismo, sua poesia possui a compressão do haikai, mas projeta-se em uma dicção contemporânea ocidental; navega por seus motivos peculiares, mas dialoga com os da tradição; aspira aos mundos espirituais, mas é tragada pela angústia.  

João Filho além de poeta é contista e cronista de mão cheio. Tem alguns livros publicados, entre os quais pode-se destacar o Dicionário amoroso de Salvador (Ed. Casarão do Verbo, 2014) além deste A dimensão necessária (Mondrongo 2014), obra que vem tirando o fôlego da crítica especializada e que venceu o Prêmio Biblioteca Nacional 2015. João já morou e estudou no Recife. Diz que esse será um retorno afetivo à cidade que tanto gosta. Para Gustavo Felicíssimo, poeta e editora da Mondrongo, João Filho está - seguramente - entre os jovens poetas brasileiros mais talentosos. Para ele A dimensão necessária, com sua dosagem metafísica, penetra levemente na nossa sensibilidade com a capacidade de amplificar a apreensão do mundo e da existência. Poesia inconteste, urdida no mistério Absoluto, mas que não deixa de se sujar de vida, tal qual a revelação do poeta sórdido que Manuel Bandeira apresentou.

Servir a quem vence é o décimo título de Astier Basílio. Poeta e dramaturgo, seu livro foi apresentado com muito êxito na Paraíba, tanto em João Pessoa como em Campina Grande. A obra traz poemas de amor, alguns influenciados pelo cinema, outros pela obra de autores admiráveis, como é o caso de “Nova Cantada”, em que o poeta estabelece um intertexto bem-sucedido com o famoso poema “Cantada” de Ferreira Gullar. Diveros teóricos já se manifestaram sobre sua poesia, como Ivo Barroso e Ronaldo Correia de Brito. Alexei Bueno, por exemplo, diz que “O paraibano Astier Basílio (1978), senhor pleno das formas tradicionais da cantoria nordestina, é, ao lado disso, poeta erudito, e dos mais importantes de sua geração”.

Serviço:
Lançamento de livros
Local: Bar e Restaurante Entre Amigos (O Bode – Espinheiro)
Dia: 30.01 - sábado

Hora: entre 17 e 22 horas







Com informações da assessoria.



























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