quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Dieese divulga pesquisa de preços da cesta básica com elevação do valor dos produtos


O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou a sua nova Pesquisa da Cesta Básica (Nacional e em Recife) nessa terça-feira (16), na sede do Sindsep-PE. A nova pesquisa, referente ao mês de janeiro de 2016, chega com uma série de novidades. A maior delas é que o Dieese passou a realizar o levantamento do preço dos alimentos em todas as 27 capitais brasileiras, incluindo nove que estavam de fora. A pesquisa, que agora abrange todo o território nacional, constatou que houve aumento de preços da cesta em todas as capitais.
As maiores altas ocorreram em Goiânia (15,75%), Aracaju (14,71%), Palmas (14,24%) e Brasília (13,32%). O menor aumento foi registrado em Curitiba (1,71%). “Lembrando que o salário mínimo teve um aumento de apenas 11,68%”, sublinhou a supervisora técnica do escritório regional do Dieese em Pernambuco, Jackeline Natal. 
O Recife encontra-se em quarto lugar entre as capitais com os menores valores médios das cestas. O custo da cesta na capital pernambucana é de R$ 344,47. Dez dos doze produtos pesquisados registraram aumento de preço em janeiro, totalizando uma elevação total de 3,18%, comparado a dezembro de 2015.Recife perde para Natal (R$329,20), Maceió (R$ 337,32) e Rio Branco (R$ 341,53). A capital com o maior custo da cesta básica é Brasília (R$ 451,76), seguida por São Paulo (R$ 448,31), Rio de Janeiro (R$ 448,06) e Vitória (R$ 438,42). 
SALÁRIO MÍNIMO

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em janeiro de 2016, 47,92% dos seus vencimentos com alimentos.  

Como conclusão da pesquisa, o Dieese estimou o valor ideal do salário mínimo em R$ 3.795,24, o que equivale a 4,31 vezes a mais que o salário atual de R$ 880,00. Para o cálculo, o Dieese considerou como base a cesta básica mais cara e a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. 

“Esse dado chega em um momento que a atual política de reajuste do salário mínimo tem sido alvo de críticas do empresariado e dos grandes meios de comunicação. Segundo eles, o aumento acima da inflação prejudica a competitividade. Mas vemos que o brasileiro recebe um salário muito aquém de suas necessidades”, comentou Jackeline Natal. 
A pesquisa revela alguns fatores para o aumento do preço dos produtos. Em sua maioria, os alimentos foram afetados pelas mudanças climáticas. O feijão, por exemplo, enfrentou a seca no Centro-Oeste e as fortes chuvas no Sul e Sudeste, o que culminou com a queda da safra e aumento do preço em 26 capitais. As fortes chuvas também diminuíram a oferta do tomate que também teve aumento de preço em 26 cidades. 
A banana teve seu preço majorado em 22 cidades devido a instabilidade climática com calor excessivo e chuvas acima da média. Já o óleo de soja foi afetado diante da desvalorização do real em relação ao dólar, o que tem estimulado as exportações da soja nacional e diminuído a disponibilidade do grão no País.





Do portal do Sindsep.









































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