sexta-feira, 11 de março de 2016

Estudo aponta áreas com maior perigo de inundação no Cabo de Santo Agostinho

Pesquisa estimou danos em áreas populosas do Cabo de Santo Agostinho


Por Douglas Fernandes

Baseada em dados de estações pluviométricas e fluviométricas de 2000 a 2014, no município do Cabo de Santo Agostinho, localizado na Região Metropolitana do Recife, pesquisa aponta os locais da região com maior perigo de potenciais enchentes. Defendida em julho de 2015 no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil da UFPE (PPGEC), a dissertação de mestrado “Estudo de indicadores de risco de inundação no município do Cabo de Santo Agostinho”, de autoria da aluna Larissa Batista, alerta autoridades do poder público, o setor privado e a população sobre o potencial danoso de eventos naturais extremos no local.

A dissertação teve a orientação do professor Alfredo Ribeiro Neto e a coorientação do professor Roberto Quental Coutinho e possui o foco na gestão de riscos, ou seja, na antecipação de medidas frente a ocorrências de catástrofes naturais. A pesquisadora se valeu de dados quantitativos e qualitativos, resultados da utilização de softwares que simulam situações extremas provocadas pelas chuvas, sendo elas potencializadas ou não pelo local atingido. Dois dos softwares utilizados no trabalho, o HEC-HMS e o HEC- RAS, pertencem às Forças Armadas dos Estados Unidos da América, disponibilizados gratuitamente on-line. Os eventos simulados ocorreram nos anos de 2000 e 2010 e são considerados dois dos maiores já registrados na região.

O trabalho resulta de um convênio entre o Grupo de Engenharia Geotécnica de Encostas e Planícies (Gegep) da UFPE e o Ministério das Cidades no projeto de “Elaboração de cartas geotécnicas de aptidão à urbanização frente aos desastres naturais nos Municípios de Camaragibe; Abreu e Lima; Cabo de Santo Agostinho; Jaboatão dos Guararapes, localizados na Região Metropolitana do Recife, Estado de Pernambuco”. A pesquisa de Larissa propõe quantificar os possíveis danos em regiões populosas do Cabo através de uma equação que fornece um valor do potencial estrago em R$ por metro quadrado de, por exemplo, edifícios residenciais. Esse valor é relativo, deve ser tomado como parâmetro, e não como um número absoluto.

A título de recomendações, a pesquisadora sugere para as próximas pesquisas, entre outros procedimentos, o estabelecimento de um banco de dados referente a desastres, causas, comportamentos e consequências, e o desenvolvimento de classificação e mapeamento do risco final.

O intuito é desenvolver técnicas ainda mais eficientes na ação de coleta e cruzamento de dados e no trabalho de gestão de riscos. Para Larissa, o objetivo principal da pesquisa foi de chamar atenção para toda a sociedade da importância de um trabalho de prevenção de riscos e não somente ações de contenção de estragos causados pelos eventos. Ressaltando, primeiramente, o risco de perda de vidas, além do prejuízo financeiro ao município.

Mais informações

Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil
(81) 2126.8977 / 7923
poscivil@ufpe.br

Larissa Batista
(81) 98864.0009 (somente para uso da imprensa)
larissafbatista@gmail.com

Alfredo Ribeiro Neto
(81) 99960.5907 (somente para uso da imprensa)
ribeiront@gmail.com






Com informações da assessoria.

























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