quarta-feira, 16 de março de 2016

Senador quer retomar debate sobre democratização da mídia no país

Lindbergh Farias afirma que não podem continuar existindo “dois pesos e duas medidas” nas apurações feitas pelo MP e PF. E diz que há conluio entre órgãos de investigação e grupos de comunicação

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou mais uma vez a postura do promotor Cássio Conserino, do Ministério Público de São Paulo, que ontem (9) denunciou formalmente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ocultação de patrimônio no caso do apartamento no Guarujá. Para ele, é preciso tratar com seriedade um projeto que acabe de vez com o oligopólio da mídia no país. Segundo ele, a denúncia contra Lula não é novidade, pelo fato do promotor "já ter anunciado que tomaria essa iniciativa em entrevista a revistas de circulação nacional".
Lindbergh destacou que é importante existir maior empenho por parte de militantes, líderes políticos e veículos de esquerda para exigir que as investigações contra políticos de oposição não fiquem "paradas em gavetas", de forma a se evitar que as apurações continuem acontecendo como têm sido observadas hoje, com “dois pesos e duas medidas”.
“O senador Aécio Neves (PSDB-MG) já foi citado por pelo menos quatro delatores da Operação Lava Jato. Temos de perguntar ao procurador-geral da república, Rodrigo Janot, o motivo de não abrir uma investigação contra ele”, criticou.
Para Lindbergh, existe um conluio entre os principais grupos de imprensa e setores dos órgãos de fiscalização como Ministério Público Federal e Polícia Federal com o objetivo final de “provocar a rendição do governo às pautas conservadoras e aos interesses de grandes grupos econômicos”.
“Vemos todos os dias um espetáculo midiático a serviço da desconstrução do PT, da privatização do pré-sal, da dilapidação do nosso patrimônio e do projeto neoliberal”, afirmou.
Ameaça à democracia
De acordo com o senador, um dos motivos para que tudo isto esteja acontecendo é a falta de democratização do setor de mídia que, a seu ver, tem se  constituído em uma ameaça à democracia no Brasil. “A aliança dos poucos e poderosos grupos empresariais que controlam a mídia com os procuradores da força-tarefa de Curitiba, setores da Polícia Federal e o juiz Sérgio Moro, que conduz o inquérito da Lava Jato, está pouco se lixando se fragiliza ou não o Estado de Direito”, reclamou.
Sobre a situação do ex-presidente Lula, o senador criticou a condução coercitiva ilegal de Lula ordenada por Moro na última sexta-feira (4), e, agora, a denúncia formalizada por Cássio Conserino. "Esse promotor está agindo nesse caso de forma claramente a perseguir o presidente Lula. Como é que um promotor anuncia, antes de escutar a pessoa, a uma revista que vai denunciar? Isso não é fato novo, já estava esperando isso."
Segundo o senador, “mesmo que Lula diga que o apartamento não é dele, o promotor insiste em dizer que é”. "O presidente já se explicou várias vezes, mas parece que não adianta. Parece que alguns não querem aceitar a explicação presidente Lula."






Do portal Rede Brasil Atual.


























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