terça-feira, 26 de abril de 2016

Política pública para a dança motiva encontro nacional no Recife

O ENCONTRO COMEÇARÁ AS 9 HORAS.

O Encontro Nacional da Dança, que acontece na capital pernambucana, reúne artistas da dança de todo o País para discutir políticas públicas para o setor. Após um mês repleto de debates, espetáculos, encontros e aulas, o DDDança chega ao seu momento mais esperado: o Encontro Nacional da Dança, que começa na próxima quarta-feira (27) e segue até a sexta-feira (29), período em que um documento oficial com as demandas da dança, elaborado conjuntamente, será entregue ao Ministro da Cultura, Juca Ferreira, na cerimônia de encerramento do DDDança, na Torre Malakoff, no Dia Internacional da Dança (29). 

Trata-se da culminância de um mês intenso, voltado não apenas para reforçar a relação do grande público com a linguagem da dança, como também para reafirmar o setor da dança como um segmento profissional cujo fortalecimento depende de políticas públicas de Estado planejadas e estruturadoras. O Encontro Nacional da Dança, que é uma co-realização entre Artistas da Dança, Governo de Pernambuco (Secult/Fundarpe) e Fundação Nacional de Artes (Funarte/MinC), também contará com uma série de apresentações artísticas. 

O encontro irá abrigar debates sobre temas como o pacto federativo, que discute a definição das competências de cada um dos entes federados (municípios, estados e União) para implementação de programas que atendam a demandas do setor; e os marcos legais da dança, que se voltam para questões como a aposentadoria do bailarino e a regulamentação do profissional da dança. Também entram em pauta outras questões, como a formação, ações afirmativas de gênero e étnico-raciais, além de reflexões sobre a criação de uma diretoria de dança na Funarte que tenha, em seu núcleo, a formulação de políticas estruturadoras para a área. A criação da diretoria de dança é um pleito recorrente nos encontros, fóruns, debates e conferências nos últimos anos. 

Para Marília Rameh, uma das coordenadoras do Encontro Nacional da Dança, o evento tem, como foco, a repactuação de pautas importantes que vêm sendo discutidas pelos fazedores da dança: “Abordaremos questões urgentes para o setor da dança. Um dos eixos de debate do encontro será A Dança e suas conexões como espaços de fruição e transversalidades, desde a classificação do Código Brasileiro de Ocupação, em que se define a dança em relação à periferia, à inclusão e a outras esferas sociais”. 

PROGRAMAÇÃO CULTURAL 

Durante os três dias do encontro, a programação do DDDança se mantém intensa. Diversas apresentações artísticas acontecem em lugares como o Espaço Compassos e a Torre Malakoff. Na sexta-feira (29), quando o Encontro Nacional da Dança chega ao fim, será realizada a Feira da Dança, na Torre Malakoff, a partir das 14h. Trata-se do momento em que a dança se mostra como uma cadeia produtiva capaz de gerar consumo, com a venda e exposição de produtos como aulas de dança, livros, vídeos de espetáculos, fotografias, pesquisas, serviços cenotécnicos e portfólios. Durante a sexta-feira, também haverá um grande palco com apresentações artísticas na Torre Malakoff. 

“O Encontro Nacional da Dança será um momento de extrema importância dentro do DDDança, já que representantes da dança de todo o país estarão juntos para debater sobre demandas da dança em todo o território nacional, assim como formalizar um documento oficial a ser entregue ao Ministro da Cultura, Juca Ferreira. Recife tem sido uma referência nacional da articulação e mobilização política da dança, e esse encontro potencializa ainda mais esse caráter ao articular essas pessoas e discutir questões urgentes para a dança, principalmente no atual cenário político do Brasil”, acredita Marcelo Sena, um dos coordenadores do DDDança. 

O ENCONTRO 

O Encontro Nacional da Dança traz questões que atravessam o setor da dança no País há mais de dez anos e que têm sido desenvolvidas de maneira sistemática nos Encontros Setoriais de Dança no contexto da Política Nacional das Artes (PNA) desde junho de 2015, com ênfase nos resultados do Encontro Nacional de Gestores de Dança, realizado em São Paulo em novembro de 2015; do Fórum Nacional Setorial de Dança, realizado em novembro do ano passado e voltado para o processo eleitoral do Conselho Nacional de Políticas Culturais; e, do encontro do Rio de Janeiro no mês de dezembro, quando a pauta foi sistematizar e priorizar os desafios presentes e futuros da dança no País. 

O grau relevante de articulação política dos profissionais da dança em Pernambuco nos debates nacionais sobre as questões mencionadas acima foi um dos motivos pelos quais o Encontro Nacional acontecerá, neste ano, no Recife. O fortalecimento do setor da dança no Estado também tem raízes na instituição da Assessoria de Dança do Estado pela Secult/PE em 2011. Desde então, a Assessoria é ocupada por indicação da classe, através do Movimento Dança Recife. 

Como ressalta a assessora de dança de Pernambuco, Duda Freyre, “este Encontro no Recife reverbera um processo de construção de toda uma rede de articulação nacional que pretende se fortalecer ainda mais neste momento que atravessamos no Brasil. Estamos todos mobilizados para democratizar a possibilidade de um profissional de dança existir com mais respeito e dignidade na sociedade brasileira. Para isto, a dança se coloca na pauta de maneira contundente em Pernambuco e no país. O DDDança, que recebe nesta edição representantes de todos os estados, e está sendo co-realizado unindo poder público e sociedade civil, afirmando o processo horizontal de construção de políticas públicas de Estado que não devem retroceder, mas avançar”. 

Para o secretário estadual de Cultura, Marcelino Granja, “eis um momento oportuno para a pactuação de políticas que fomentem toda a cadeia produtiva do setor e também de intercâmbio entre os grupos. Para que possamos avançar também no diálogo e na elaboração de um bom Plano Setorial para a Dança no Estado, a gestão estadual garantiu a participação de profissionais envolvidos artística e politicamente com a dança nas 12 regiões de desenvolvimento de Pernambuco”. 

POLÍTICAS PARA A DANÇA NO CENÁRIO NACIONAL 

O Encontro Nacional da Dança está ligado à Política Nacional das Artes, idealizada pela equipe do MINC e capitaneada por Juca Ferreira, em ação desde o ano passado. Um dos eixos de ação da PNA fortalece as discussões setoriais por linguagens artísticas e atribui papel relevante aos articuladores de cada uma delas. Assim o Encontro Nacional também é uma ação pública da PNA, pois apresentará documentos produzidos com a participação da sociedade civil, dentro de um contexto de reflexão e discussão nacional sobre as pautas da dança diagnosticadas nos últimos encontros setoriais. 

Segundo Rui Moreira, articulador de dança pela PNA (que participou, em 2015, do grupo técnico de análise do Funcultura), “no contexto de formulação de uma gestão política patrimonial simbólica e econômica eficaz para as artes no Brasil, os artistas da dança pernambucana colocam-se na pauta social e política do País. Eles serão os anfitriões que convidam personalidades do setor de todo o Brasil para discutir a dança nacional. Como articulador político, colaborei para que este movimento se desse e agora agradeço e comemoro o esforço de todos”. A participação no Encontro Nacional da Dança é aberta ao público. As inscrições online se encerram hoje (25), mas é possível se inscrever na hora, a depender da quantidade de inscrições feitas no blog do DDDança (dddanca.wordpress.com). 

MAIS INFORMAÇÕES 

dddanca.wordpress.com 

www.cultura.pe.gov.br/artescenicas 

www.facebook.com/dddancapagina 

Bárbara Buril (assessoria de imprensa): 

baiburil@gmail.com,81-996170281





Com informações da assessoria.


























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