terça-feira, 5 de abril de 2016

Professor de Arquitetura e Urbanismo é selecionado para a Bienal de Veneza


O professor assistente do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPE Bruno de A. F. Lima será um dos 15 representantes do pavilhão do Brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza em 2016, uma das mais prestigiadas mostras de arquitetura mundial que acontece desde 1968. O trabalho selecionado foi o projeto arquitetônico para Escola Novo Mangue, construída na comunidade do Coque, no bairro da Ilha Joana Bezerra em 2000. A Escola é fruto de uma ação conjunta da comunidade, ONG Centro de Cidadania Umbuganzá, Unicef e O Norte – Oficina de Criação, escritório desenvolvedor do projeto arquitetônico.

Após captar recursos no exterior, a ONG realizou um concurso de seleção da proposta a ser construída. A proposta foi escolhida, segundo o autor, sobretudo pela relação que estabelecia com o braço morto do Rio Capibaribe. “A espacialidade da proposta reafirmou a importância do rio e facilitou o trabalho educativo e curricular da escola para revigorar a vegetação ribeirinha e transformar a paisagem do entorno do edifício e a iniciativa não só alterou completamente a paisagem ao longo dos anos, como também fez mudar o próprio nome da escola, que passou a se chamar Novo Mangue”, afirma Bruno.
A 15ª Edição acontecerá entre 26 de maio e 27 de novembro e terá como curador o arquiteto chileno Alejandro Aravena, ganhador do Prêmio Pritzker (equivalente ao Nobel) em 2016. A representação brasileira é uma ação institucional capitaneada pelo Ministério das Relações Exteriores, o Mistério da Cultura e a Fundação Bienal de São Paulo. A curadoria do pavilhão brasileiro está a cargo do arquiteto Washington Fajardo, presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade e assessor especial para assuntos urbanos da cidade do Rio de Janeiro.

Aravena foi professor visitante em prestigiosas universidades mundiais como Harvard, Instituto Universitário de Arquitetura de Veneza, London School of Economics e Associação de Arquitetura de Londres. Sua atuação profissional sempre esteve ligada a uma forte ação social, com comprometimento no combate à crise global de habitação e por melhores ambientes urbanos para todos. Foi esse espírito que ele levou à Bienal, através do tema “Reporting from the front”, ao propor discutir o papel dos arquitetos na luta para melhorar as condições de vida das pessoas. Nesta edição participarão 64 países com pavilhões nacionais e 53 instituições e universidades internacionais dos cinco continentes.
 
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Professor Bruno Lima







Com informações da assessoria.

























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