domingo, 15 de maio de 2016

Aprenda a calcular seu consumo médio de internet mensal


Em meio a toda essa discussão acalorada sobre a franquia de dados que as operadoras querem impor para os usuários de internet fixa, que tal, antes até de reclamar, entender e até calcular qual é o seu consumo médio de internet?
Alguns softwares específicos são capazes de monitorar esse gasto. Como depois do polêmico anúncio todo mundo saiu atrás das calculadoras e explicações, a gente separou uma lista bem completa com os serviços online mais utilizados em banda larga fixa. Vamos começar pelos vídeos – o foco das principais empresas online como Netflix, YouTube e, atualmente, até o Facebook.
Para assistir vídeos, independente da plataforma, o consumo de dados varia de acordo com o dispositivo e suas configurações. Sem dúvida, a qualidade do vídeo também interfere. Fazendo testes usando um software gratuito chamado Glasswire, um vídeo de 20 minutos em Full HD no YouTube consumiu 458 megabytes. O mesmo vídeo, em qualidade 4K, gastou 2,2 gigabytes. No Netflix, um episódio de um seriado com 21 minutos de duração em Full HD usou 1,1 gigabyte.
Além dos vídeos, outra atividade que consome muitos gigabytes é jogar online. Mas, assim como no caso dos vídeos, depende muito do game. Alguns mais simples, em meia hora de diversão, gastam menos de 30 megabytes – pouca coisa. O principal vilão dos games é na hora de baixar jogos. Os títulos mais atuais são pesados e um download pode matar entre 10 e 30 gigabytes da sua internet.
Outras atividades não consomem tanto. Em uma navegação convencional pela web – mesmo assistindo algum vídeo online e até ouvindo músicas em algum serviço de streaming – o consumo fica em torno dos 400 megabytes por hora de uso; também não é muita coisa. Claro, tudo depende de quantas horas você passa conectado. E o que assusta mesmo é quando a gente soma todos esses tipos de uso e ainda multiplica pelo número de usuários daquela mesma conexão...
Lápis e papel nas mãos, vamos fazer algumas contas rápidas. Como premissa básica, vamos usar a informação mais recente do Ibope que diz que o brasileiro passa, em média, 5 horas usando o computador diariamente – vamos supor que esse consumo seja, por exemplo, em casa, usando a mesma conexão. Primeiro, o cenário de quem vive sozinho. Se entre essas cinco horas, o sujeito passar 1 hora assistindo seriado no Netflix, mais uma hora vendo vídeos no YouTube em alta definição, jogar por meia hora e as outras duas horas e meia, simplesmente navegar como um usuário intermediário – nem muito leve, nem tão hardcore. Por dia, esta pessoa consumiria algo em torno de 3,7 gigabytes; no mês, um total de quase 115 Giga!
Antes de pensarmos em uma família, um casal – se os dois resolverem assistir os capítulos no Netflix juntos – o gasto não chegaria a dobrar, mas já ficaria bem perto dos 200 gigabytes por mês. E se imaginarmos uma casa com quatro pessoas: pai, mãe, um filho viciado em games e uma filha frenética seriados?!... Baseado nas contas do casal, vamos supor que, mensalmente, pai e mãe somem um consumo de 200 Giga. O filho baixa, em média, cinco games por mês, claro, além de passar horas no YouTube e outras na internet; seu consumo mensal – sozinho – ultrapassaria fácil os 300 giga. A irmã, que vive no Netflix, praticamente o mesmo que consomem pai e mãe juntos; ou seja, mais 200 giga. Continua com o papel e lápis na mão? Vamos lá: o consumo médio desta família, por mês poderia chegar a 700 gigabytes...quer saber o que isso significa?
Tudo bem, nossas contas foram bem arredondadas e até simplificadas em alguns casos; mas a ideia de consumo se aproxima muito da realidade. O problema é que as franquias oferecidas pelas empresas que pretendem impor essa franquia de dados variam entre, acredite, 10 e 130 gigabytes por mês. É, melhor rir para não chorar... Nem o cara solteiro vai conseguir mais fazer tudo o que fazia se esse limite for mesmo estipulado. Com essas contas, acho que a única coisa que todos nós podemos fazer e nos mexer para que esse limite de consumo de dados não seja aprovado, afinal ele não interessa ninguém a não ser as próprias operadoras.




Do portal Olhar Digital.

































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