segunda-feira, 25 de julho de 2016

As seis maiores centrais sindicais do País fazem ato em defesa dos empregos e direitos


A CUT, a CTB, a CSB, a Força Sindical, a Nova Central e a UGT realizam na próxima terça-feira (26), a Assembleia Nacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras pelo Emprego e Garantia de Direitos. 

O evento, que será realizado no Espaço Hakka, na Rua São Joaquim, 460 – Liberdade, no centro de São Paulo, começa às 9h30, com uma entrevista coletiva dos dirigentes das seis centrais. Eles vão explicar para a imprensa a pauta e os objetivos da Assembleia Nacional. Às 10h, está prevista a abertura da Assembleia.

Na Assembleia Nacional, sindicalistas de todo o Brasil vão construir uma pauta comum e um calendário nacional de luta para combater o desemprego e as tentativas de desmonte das políticas de inclusão social; defender os direitos da classe trabalhadora, entre eles a redução da jornada de trabalho - e não a ampliação, como propõe a CNI (Confederação Nacional da Indústria) -, e a ampliação dos investimentos para retomada do crescimento econômico e geração de emprego e renda.

A unidade das centrais sindicais garantiu a conquista da Política de Valorização do Salário Mínimo, a isenção do Imposto de Renda sobre a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e reforçou lutas para combater a alta taxa de juros e em defesa da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário, entre outras ações.

SERVIÇO:

Assembleia Nacional dos Trabalhadore e das Trabalhadoras pelo Emprego e Garantia dos Direitos


Dia - 26 de julho – terça-feira

Horários:   9h30 – entrevista coletiva
                10h00  - Início da Assembleia Nacional

Local - Espaço Hakka
            Rua São Joaquim, 460 – Liberdade – São Paulo





Com informações da assessoria.























Fetraf/PE realiza protestos e reivindicações em sete cidades nesta segunda feira

Agricultores/as Familiares de todo o Estado de Pernambuco confirmaram presença

A Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Brasil (FETRAF – BRASIL) por meio de suas lideranças em todos os estados brasileiros, deliberou que no dia 25 de julho “Dia do Agricultor Familiar”, é de Jornada de Lutas em todo País. Em Pernambuco, os agricultores familiares irão protestar contra uma série de medidas do governo interino, que não tem reconhecido os espaços democráticos de participação social e movimentos. Com ilegitimidade, as medidas da atual gestão retiram os direitos de trabalhadores, provocam perdas acentuadas no campo e desconstroem a evolução do que já foi conquistado ao longo dos anos na agricultura familiar.

A mobilização que acontece em sete cidades de Pernambuco (Paudalho, Amaraji, Caruaru, Garanhuns, Itaíba, Serra Talhada e Trindade) contará com a participação dos 154 presidentes dos Sintraf’s – Sindicatos da Agricultura Familiar de todas as regiões do estado, bem como da Coordenação Geral da Fetraf/PE e dos/as agricultores/as familiares.

Os locais que deverão acontecer os protestos já foram definidos, porém será mantido em sigilo até as 08h da manhã desta segunda feira, pelo motivo da polícia não interditar os espaços. No ato, a Fetraf/PE destacará a importância da Agricultura Familiar para a mundo, mostrando seu papel estratégico na produção e o que é necessário para a busca da soberania e segurança alimentar.

A Fetraf é contra:

Contra as mudanças na previdência social, que aumentam a idade do agricultor e agricultora familiar;

Contra a extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário;

Contra a suspensão de programas de assistência técnica a agricultura familiar;

Contra o fim de programas sociais como o Minha Casa Minha Vida Rural;

Contra a violência no campo;

Contra a pulverização aérea de agrotóxicos.




Com informações da assessoria.


























Sesi oferece mais de 10 mil vagas em cursos em Pernambuco


O Serviço Social da Indústria de Pernambuco (Sesi/PE) está com inscrições abertas para 1600 vagas em cursos de supletivo, pré-vestibular e iniciação à informática com preços populares e outras 10 mil vagas gratuitas em cursos à distância. “Nosso intuito é celebrar os 70 anos do Sesi oferecendo oportunidades para a população se preparar para o mercado de trabalho”, afirma o superintendente da instituição, Nilo Simões.

São 600 vagas no programa Educação de Jovens e Adultos (EJA), o antigo supletivo, destinadas a pessoas com mais de 15 anos. O Ensino Fundamental pode ser concluído em quatro anos, enquanto para o Ensino Médio basta um ano e meio. As aulas serão à noite para facilitar o acesso de quem trabalha, já no Centro de Ensino Supletivo do Sesi, que fica no Centro do Recife, há turmas também pela manhã. Além de Recife, há cursos em Moreno, Caruaru e Petrolina. As inscrições vão até 29 de julho, mas quem se matricular até o dia 22 de julho, tem desconto de 10%.

Para ajudar quem deseja entrar em uma universidade, o Sesi/PE disponibiliza 200 vagas em seu curso preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio, o Pré-Enem. As aulas serão nas unidades do Vasco da Gama, no Recife, Cabo de Santo Agostinho e Paulista, na RMR; Goiana, na Zona da Mata, e Araripina, no Sertão. As aulas iniciam em agosto.

Informática - Para quem deseja aprender a “mexer no computador”, o Sesi oferece 300 vagas em cursos de iniciação à informática, Office 2013, excel intermediário e avançado com preços a partir de R$ 29,00. A carga horária varia de 8h a 42h. As turmas iniciam em agosto e acontecem no Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Paulista e Recife, na RMR; Goiana, na Zona da Mata; Caruaru, no Agreste; e Petrolina, no Sertão. Há também outras 500 vagas na Unidade de Inclusão Digital, um trailer totalmente equipado com computadores e internet que ministra aulas de informática em empresas de todas as cidades do Agreste.

Já para atualização profissional, a entidade oferece 10 mil vagas gratuitas em 67 cursos onlines até o final de julho. Os cursos estão distribuídos em 11 áreas:  Comunicação e Marketing, Educação Financeira, Gestão e Liderança, Planejamento Tributário, Segmentos Industriais, Segurança e Saúde no Trabalho, Língua Portuguesa, Matemática, Cooperativas, Libras, Ética e Cidadania. A carga horária varia de 2h a 60h. Inscrições no site www.pe.sesi.org.br.

A pessoa que desejar fazer um desses cursos online mas não possui acesso à internet pode procurar uma das 21 bibliotecas SESI Indústria do Conhecimento situadas em todas as regiões do Estado. Nas bibliotecas, o Sesi disponibiliza computadores com acesso à internet gratuitamente e ainda atendentes para orientar as pessoas que têm dificuldade em utilizar computador.

Essas bibliotecas podem ser encontradas nas cidades de Abreu e Lima(graças à parceria com a Fibrasa), Itapissuma e Paulista (esta última em parceria com a Brilux), na RMR; Chã de Alegria, Glória do Goitá, Nazaré da Mata e Tamandaré, na Zona da Mata; Agrestina, Bezerros, Bonito, Garanhuns, Itaíba, Limoeiro, Panelas, Passira, Poção, Santa Cruz do Capibaribe (devido a parceria com a Rota do Mar), São Caetano e São João, no Agreste; Araripina e Floresta, no Sertão do Estado.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (81) 3412.8555, pelo e-mailrelacionamento@pe.sesi.org.br ou pelo WhatsApp (81) 9.8829.3330.






Com informações da assessoria.
























Os vacilos que levaram o operador do maior site de pirataria do mundo a ser preso

Aqui vai uma dica: se você estiver no meio de uma operação ilegal de torrent gigantesca, não use um e-mail da Apple. E por tudo que for mais sagrado, não use o Facebook.

Infelizmente, Artem Vaulin, 30, cometeu esses erros enquanto operava o Kickass Torrents, uma fonte popular para links de arquivos de torrent, que pode ser usada para baixar ilegalmente músicas, filmes e programas de TV. Apple e Facebook não têm nenhum problema em ceder informações como endereço IP e histórico de compras quando chega um mandado judicial. Foram essas informações que ajudaram os investigadores dos Estados Unidos a pegarem Vaulin.

Esses atos no Facebook e em sua conta da Apple foram movimentos imprudentes e que podiam ser evitados. Ao utilizar um serviço de e-mail temporário, Vaulin poderia estar operando seu site de torrents.
As besteiras de Artem Vaulin
Pelo que vimos no processo criminal contra Vaulin, as autoridades conseguiriam localizá-lo pelo endereço IP. Porém, vamos percorrer pelos caminhos que levaram a polícia até ele.

Primeiro, por alguma razão, o cara estava operando a fan page do Kickass Torrents no Facebook. Provavelmente para promover links por lá, mas isso foi um baita movimento burro. Isso é completamente inaceitável se você opera uma companhia ilegal.
Ao fazer isso, Vaulin basicamente cedeu todos os seus dados relacionados ao Facebook aos investigadores dos Estados Unidos. Quando o governo dos Estados Unidos chegou com um pedido judicial para obter dados da fan page dele no Facebook, a empresa cedeu informações de log e revelou que Vaulin estava usando um conta de e-mail “@me.com” para fazer login na rede. E quem é que é dona do domínio me.com? A Apple.
Na sequência, as autoridades foram até a Apple e, basicamente, pediram todos os dados disponíveis sobre a conta tirm@me.com, a conta de e-mail de Vaulin. E a situação do cara só foi piorando.
Vaulin usou sua conta “@me.com” para fazer uma compra no iTunes. Para sorte dos investigadores, toda vez que você faz uma aquisição na plataforma, seu IP é gravado. As autoridades, então, usaram o endereço IP para determinar dados da conta de bitcoin do operador do Kickass Torrents.
Autoridades também conseguiram descobrir que a conta de e-mail de Vaulin estava recebendo alertas referentes à administração de tarefas administrativas do Kickass Torrents. Uma outra decisão errada em uma escalada de resoluções descuidadas e preguiçosas que acabaram levando à sua queda.
É quase como ocorreu com o fundador do Silk Road, Ross Ulbricht, que usou seu nome real para fazer perguntas sobre o Tor no fórum de programadores Stack Overflow. Um erro estúpido que ajudou a polícia a prendê-lo.

Toda essa falta de cuidado fez com que os investigadores prendessem Vaulin. É engraçado ver como pessoas que cuidam de grandes operações online ilegais parecem não se importar muito com segurança.
“Vaulin é responsável por operar o maior site de compartilhamento de conteúdo ilegal e por distribuir de forma ilegal cerca de US$ 1 bilhão em materiais protegidos por direitos autorais”, disse o procurador-geral adjunto Leslie Caldwell, em um comunicado. “Em um esforço para escapar da justiça, Vaulin confiava em servidores ao redor do mundo e movia seus domínios em função de repetidos processos e ações civis. Sua prisão na Polônia, no entanto, demostra que os cibercriminosos podem correr, mas eles não podem se esconder da justiça.”





Do portal Gizmodo Brasil.

























Governo do Estado libera R$ 73,6 mil para obras na Mata Sul

Valor faz parte de um repasse maior do FEM que disponibilizou R$ 3,28 milhões para obras em 16 municípios pernambucanos

O governo de Pernambuco liberou, nesta terça-feira (19), R$ 73.674,80 para a realização de obras em dois municípios da Mata Sul do Estado: Amaraji e Cortês. Os recursos foram disponibilizados pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), através do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM). Todos os municípios de Pernambuco participam do FEM e o repasse destes recursos acontece de acordo com o cronograma das obras. O programa se encontra na sua terceira edição e soma R$ 732 milhões de investimentos. Deste valor, mais de R$ 386 milhões já foram liberados.    

Para o município de Amaraji, o Governo de Pernambuco repassou mais de R$ 60 mil  referentes à 3ª e 4ª parcela de um plano de trabalho do FEM II e à 3ª parcela de outro plano de trabalho, também do FEM II. O primeiro prevê a construção do muro da garagem municipal, enquanto o segundo plano vai viabilizar a pavimentação em paralelepípedos graníticos de diversas ruas da cidade.  Em Cortês, o Governo do Estado liberou quase R$ 14 mil para a construção da praça da entrada da cidade e pavimentação do entorno. O valor também é referente à 3ª parcela do FEM II.

Márcio Stefanni ressalta o compromisso que o governo do estado tem com a manutenção deste Fundo. “Ao liberar esse volume significativo de recursos em um cenário de forte restrição fiscal, o Governo de Pernambuco reafirma sua disposição em continuar apoiando os municípios. Esse dinheiro será convertido em obras, vai gerar empregos e movimentar a economia local”, afirma o secretário.

Flávio Figueiredo, secretário executivo de Apoio aos Municípios da Seplag complementa o raciocínio de Márcio. “A parceria com os municípios é uma prioridade do Governo Paulo Câmara e o FEM é uma importante ferramenta para viabilizar essa parceria. Estamos sempre em contato com os gestores municipais e percebemos o quanto o FEM vem ajudando as prefeituras a realizar obras importantes”, disse Flávio. 

Além de Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista, mais 14 municípios em outras oito regiões de desenvolvimento também receberam parcelas do FEM, o que dá um total de R$ 3,28 milhões liberados. O Sertão Central foi a região mais beneficiada, com três cidades recebendo recursos: Cedro, Verdejante e São José do Belmonte. Outras quatro regiões de desenvolvimento tiveram dois municípios que receberam recursos: Agreste Meridional, Caetés e Itaiba; Sertão do São Francisco, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista; Região Metropolitana do Recife, Jaboatão dos Guararapes e Itapissuma; Sertão do Pajeú, Afogados da Ingazeira e Tuparetama. Altinho, no Agreste Central, Arcoverde, Sertão do Moxotó e Bom Jardim, Agreste Setentrional, também receberam parcelas dos recursos do FEM.

FEM - Criado através da Lei nº 14.921, de 11 março de 2013, o FEM tem como objetivo apoiar os municípios pernambucanos na implantação de projetos que contribuam para o desenvolvimento municipal e permitam a retomada da realização de investimentos cuja execução foi comprometida pelo momento de fragilidade das finanças municipais. Os recursos repassados pelo FEM aos municípios são equivalentes a uma cota média mensal do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) recebido por cada município no ano anterior e é liberado em parcelas.
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Com informações da assessoria.


























Sesc lança campanha digital para celebrar 70 anos


Ação no Instagram e hotsite convidam o público a contar a relação com a instituição. Os depoimentos serão reunidos em livro comemorativo com 140 fotos e 70 histórias

Para celebrar o aniversário de 70 anos, o Sesc preparou uma campanha digital, que foi lançada hoje ( quarta-feira, 20). Criada pela agência Binder, a ação no Instagram e no hotsite convidam o público a contar a sua relação com a instituição, por meio de imagens e histórias. No fim do ano, 140 fotos e 70 histórias serão publicadas no formato de um livro comemorativo. A seleção será feita por uma curadoria formada por jornalistas e influenciadores digitais.



No Instagram, a campanha tem cinco missões, cada uma marcada por uma hashtag diferente: 


#Sesc_Abraça; #Sesc_Une; #Sesc_Ativa; #Sesc_Inspira e #Sesc_Transforma. 

Os temas serão quinzenais e servirão de guias para que o público envie suas fotos. Além disso, a página oficial @SescBrasil publicará algumas imagens para inspirar os internautas. Ao final do período da missão, as fotos finalistas serão divulgadas ao público.

A participação é gratuita e aberta a todo o público. Menores de 18 anos devem acrescentar no cadastro de acesso ao site o nome e o CPF do responsável legal. As pessoas podem publicar diferentes histórias, desde que seja uma de cada vez.

Mais informações em www.sesc70anos.com.br

FICHA TÉCNICA DA CAMPANHA
Cliente: Sesc
Aprovação do cliente: Pedro Capeto
Direção de Criação: Marcos Apóstolo
Supervisão de Criação: Fábio Penedo
Supervisão Digital: Felipe Lobo
Redação: Fábio Penedo e Alex Bitencourt
Direção de arte: Marcelo Andrade e Felipe Lobo
RTV: Bianca Repsold, Alessandra Gamberali e Gabriella Cardoso
Atendimento: Christina Santos e Karen do Nascimento
Mídia: Claudio Romano, Bárbara Perrut e Dianne Di Celio
Produtora: Saigon
Diretora: Rafa Carvalho
Dir. Fotografia: Fernando Oliveira
Dir. Arte: Vicente Saldanha
Produtor Executivo: Marcelo Altschuler
Atendimento: Fernanda Gomes e Karina Bueno
Montador: Beto Araujo  
Finalizador:  Regina Yokota Mimi        
Pós Produção: Humanoide
Coordenadora de pós: Virgini Fares
Finalização: Equipe Saigon  
Produtora áudio: Soundzilla
Produtor/ Maestro: Luiz Portela e Marcos Romera 
Atendimento: Rafaella Leme
Coordenação: Kika Forjaz


Senar abre vagas para curso técnico em Agronegócio da Rede e-Tec Brasil

As inscrições seguem até o próximo dia 29 de julho

Pernambuco participa pela primeira vez da seleção para o curso Técnico em Agronegócio da Rede e-Tec Brasil, realizado pelo Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural). A expectativa é de que haja forte concorrência pelas vagas, como acontece nos outros 20 estados do País e no Distrito Federal, onde o curso já vem sendo realizado.
As inscrições para a seleção foram abertas seguem até o próximo dia 29. Em todo o país, já são mais de 4.500 candidatos, disputando as 1.500 vagas oferecidas no curso de nível técnico, que é gratuito, semipresencial e certificado pelo Ministério da Educação (MEC), parceiro do Senar/PE na iniciativa.
Alta demanda

Em Pernambuco são oferecidas 40 vagas no polo montado no município de Bezerros, região que concentra grande número de agroindústrias. Como em outras regiões do País, a demanda por mão de obra especializada também é grande. Adriano Leite Moraes, superintendente do Senar/PE, está confiante. “Expandir a atuação do Senar na formação profissional rural, para habilitar técnicos de nível médio, em parceria com sindicatos, traduz um trabalho institucional no fortalecimento do setor que representamos, aproximando ainda mais o Senar do seu público”. E o coordenador regional do Curso Técnico em Agronegócio no estado, Adriano Pontes complementa: “existe uma necessidade iminente por profissionais bem qualificados nesse nível e o Senar tem uma larga experiência na educação rural. Com esse Curso Técnico em Agronegócio, estamos cumprindo nossa missão de promover a qualificação profissional, o aumento de renda no campo e o crescimento da produção sustentável”.
Com foco na formação de gestores agrícolas, o Curso Técnico em Agronegócio abre um amplo mercado de trabalho para seus alunos. Em dois anos, eles saem preparados para não somente administrar propriedades rurais, mas também para atuar na industrialização e comercialização de produtos agrícolas, ou até mesmo no campo das pesquisas.
As inscrições para o processo seletivo, em Bezerros, podem ser feitas no portal http://etec.senar.org.br/ ou diretamente no Sindicato Rural do município, que fica no bairro de Santo Amaro, número 07. É bom não deixar para a última hora. Como as provas são individuais, os horários para o exame são limitados.





Com informações da assessoria.



























quinta-feira, 21 de julho de 2016

Datafolha admite manipulação em pesquisa que favoreceu Temer


Do GGN  

O jornalista Gleen Greenwald denunciou, nesta terça (20), que a edição da Folha de S. Paulo sobre a última pesquisa Datafolha cometeu uma "fraude jornalística" para beneficiar o presidente interino Michel Temer (PMDB). 
No último domingo (17), a Folha publicou que a pesquisa Datafolha de julho deste ano aferiu que 50% da população prefere que Michel Temer fique no poder até o final do mandato de Dilma Rousseff (PT), e que apenas 3% querem novas eleições.
Mas a divulgação das perguntas feitas pelo Datafolha mostra que o entrevistado teve de decidir entre Dilma ou Temer. A pergunta foi: "Na sua opinião, o que seria melhor para o país: que Dilma voltasse ou que Michel Temer continuasse no mandato até 2018?" 
Em entrevista ao portal The Intercept, Luciana Schong, do Datafolha, disse que foi a Folha de S. Paulo, e não o instituto de pesquisa, quem estabeleceu as perguntas a serem colocadas.
"Ela reconheceu o aspecto enganoso na afirmação de que 3% dos brasileiros querem novas eleições 'já que essa pergunta não foi feita aos entrevistados'".
Schong também reconheceu que "qualquer análise desses dados que alegue que 50% dos brasileiros querem Temer como presidente seriam imprecisos, sem a informação de que as opções de resposta estavam limitadas a apenas duas."

Por Glenn Greenwald



Do The Intercept

UM DOS MISTÉRIOS mais obscuros da crise política que atingiu o país nos últimos meses (conforme relatado inúmeras vezes pela Intercept ) tem sido a ausência completa de pesquisas de opinião nos grandes meios de comunicação e órgãos de pesquisa do país. Há mais de três meses, no dia 17 de abril, a Câmara dos Deputados votou em favor de enviar ao Senado Federal o pedido de impeachment da presidente democraticamente eleita, Dilma Rousseff, resultando na investidura temporária de seu vice-presidente, Michel Temer, como “presidente interino”.
Desde a posse de Temer, o Datafolha – instituto de pesquisa utilizado pelo maior jornal do país, Folha de São Paulo  – não havia publicado pesquisas de opinião sobre o impeachment da presidente, nem sobre o impeachment de Temer, e nem mesmo sobre a realização de novas eleições para presidente. A última pesquisa do instituto antes da votação do impeachment foi realizada em 9 de abril e apontava que 60% da população apoiava o impeachment de Dilma, enquanto 58% era favorável ao impeachment de Temer. Além disso, a sondagem indicou que 60% dos entrevistados desejavam a renúncia de Temer após o impeachment de Dilma, e 79% defendiam novas eleições após a saída de ambos.
A última pesquisa de outra grande empresa do setor, o Ibope, foi publicada em 25 de abril, e concluiu que 62% desejavam que Dilma e Temer saíssem e que novas eleições fossem realizadas; 25% queriam a permanência de Dilma e a conclusão de seu mandato; e apenas 8% eram favoráveis a situação atual: com suspensão de Dilma e Temer como presidente interino. Essa pesquisa, mesmo sendo negativa para Temer, foi realizada há algum tempo, em abril deste ano.
De forma surpreendente, mesmo três meses depois da entrada de Temer, a poucas semanas da votação final do impeachment de Dilma no Senado e com toda a atenção do mundo voltada para o Brasil por conta das Olimpíadas, nenhuma pesquisa havia sido publicada até o último final de semana. No sábado, a Folha de São Paulo anunciou uma nova pesquisa realizada pelo Datafolha que se demonstrou, ao mesmo tempo, surpreendente e positiva para o presidente interino, Michel Temer, além de apresentar uma grande variação com relação a pesquisas anteriores. A manchete principal impressa pela Folha, que rapidamente se alastrou pelo país como era de se esperar, dizia que metade do país deseja que Temer permaneça como presidente até o fim do mandato que seria de Dilma no final de 2018.
A IMINÊNCIA DA VOTAÇÃO FINAL DO IMPEACHMENT torna esse resultado (50% dos brasileiros desejam que Temer conclua o mandato de Dilma) extremamente significativo. Igualmente importante foi a afirmação da Folha de que apenas 4% disseram não querer nenhum dos dois presidentes, e somente 3% desejam a realização de novas eleições. O artigo on-line de destaque no sábado:


O jornal também estampou o resultado na primeira página da edição impressa de domingo, a edição de jornal mais lida do país:


Esse resultado não foi apenas surpreendente por conta da ampla hostilidade com relação a Temer revelada pelas pesquisas anteriores, mas também porque simplesmente não faz sentido. Para começar, outras perguntas foram colocadas aos eleitores pelo Datafolha sobre quem prefeririam que se tornasse presidente em 2018 e os resultados apontaram que apenas 5% escolheriam Temer, enquanto o líder da pesquisa, o ex-presidente Lula, obteve entre 21% e 23% das intenções de voto, seguido por Marina Silva, com 18%. Apenas 14% aprovam o governo de Temer, enquanto 31% o consideram ruim/péssimo e 41%, regular. Além disso, um terço dos eleitores não sabe o nome do Presidente Temer. E, conforme observou um site de esquerda ao denunciar a recente manchete sobre a pesquisa da Folha como uma “fraude estatística”, é simplesmente inconcebível que a porcentagem de brasileiros favoráveis às novas eleições tenha caído de 60%, em abril, para apenas 3% agora, enquanto a porcentagem da população que deseja a permanência de Temer na Presidência da República tenha disparado de 8% para 50%.
Considerando todos esses dados, fica extremamente difícil compreender como a manchete principal da Folha – 50% dos entrevistados querem que Temer continue como presidente até o fim do mandato de Dilma – possa corresponder à realidade. Ela contradiz todos os dados conhecidos. A Folha é o maior jornal do país e o Datafolha é uma empresa de pesquisa de credibilidade considerável. Ambos foram categóricos em sua manchete e gráfico principal a respeito do resultado da pesquisa. Curiosamente, a Folha não publicou no artigo as perguntas realizadas, nem os dados de suporte, impossibilitando a verificação dos fatos que sustentam as afirmações do jornal.
Como resultado disso, a manchete – que sugere que metade da população deseja a permanência de Temer na Presidência até 2018 – foi reproduzida por grande parte dos veículos de comunicação do país e rapidamente passou a ser considerada uma verdade indiscutível: como um fato decisivo, com potencial para selar o destino de Dilma. Afinal, se literalmente 50% do país deseja que Temer permaneça na Presidência até 2018, é difícil acreditar que Senadores indecisos contrariem a vontade de metade da população.
MAS ONTEM, os dados completos e as perguntas complementares foram divulgados. Tornou-se evidente que, seja por desonestidade ou incompetência extrema, a  Folha cometeu uma fraude jornalística. Apenas 3% dos entrevistados disseram que desejavam a realização de novas eleições, e apenas 4% disseram que não queriam nem Temer nem Dilma como presidentes, porque nenhuma dessas opções de resposta encontrava-se disponível na pesquisa. Conforme observado pelo jornalista Alex Cuadros hoje, a pergunta colocada deu aos entrevistados apenas duas opções de resposta: (1) Dilma retornar à Presidência ou (2) Temer continuar como presidente até 2018.
Portanto, fica evidente que os 50% de entrevistados não disseram que seria melhor para o país se Temer continuasse até o fim do mandato de Dilma em 2018: eles disseram apenas que essa seria a melhor opção se a única alternativa fosse o retorno de Dilma. Além disso, simplesmente não procede alegar que apenas 3% dos entrevistados querem novas eleições, já que essa pergunta não foi feita. O que aconteceu foi que 3% dos entrevistados fizeram um esforço extra para responder dessa forma frente a opção binária entre “Dilma retorna” ou “Temer fica”. É impossível determinar com base nessa pesquisa a porcentagem real de eleitores que desejam a permanência de Temer até 2018, novas eleições ou o retorno de Dilma. Ao limitar de forma infundada as respostas a apenas duas opções, a Folha gerou as amplas distorções observadas nos resultados.
É totalmente injustificável, por inúmeras razões, que a pergunta tenha sido colocada dessa maneira, excluindo todas as outras opções, com exceção das duas respostas disponíveis. Primeiramente, o Supremo Tribunal Federal  já havia decidido que a votação do impeachment de Temer deve prosseguir, visto que o interino cometeu o mesmo ato que Dilma. Em segundo lugar, diversas figuras de destaque político no país – incluindo o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa e a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, bem como um editorial da própria Folha – se manifestaram em favor de novas eleições para presidente após o impeachment de Dilma. Andréa Freitas, Professora de Ciência Política na Unicamp, disse à Intercept: “como as novas eleições são uma opção viável, deveriam ter sido incluídas como uma das opções”.
E como Cuadros observou, pesquisas anteriores sobre Dilma e Temer, incluindo a pesquisa de 9 de abril do Datafolha, perguntaram explicitamente aos entrevistados a respeito de novas eleições. Portanto, é difícil entender por que essa pesquisa do Datafolha omitiria propositadamente o impeachment de Temer e as novas eleições, e limitar as opções a “Dilma volta” ou “Temer fica”.
Mas o argumento a respeito de limitar as possíveis respostas a apenas duas opções é simplesmente referente à metodologia da pesquisa. O que aconteceu foi muito mais grave. Após ter decidido limitar as opções de resposta dessa forma, a Folha não pode enganar o país fingindo ter oferecido aos entrevistados todas as opções possíveis. Com a omissão desse fato, a manchete e o gráfico principal do artigo da Folha se tornam enganosos e completamente falsos.
É simplesmente incorreto alegar (como fez o gráfico da Folha) que apenas 3% dos brasileiros acreditam que “novas eleições são o melhor para o país”, já que a pesquisa não colocou essa pergunta aos entrevistados. E ainda mais prejudicial: é completamente incorreto dizer que “50% dos brasileiros acreditam que a permanência de Temer seja melhor para o país” até o fim do mandato de Dilma. Só é possível afirmar que 50% da população deseja a permanência de Temer se a única outra opção for o retorno de Dilma.
Mas se outras opções forem incluídas – impeachment de Temer, renúncia de Temer, novas eleições – é praticamente certo que a porcentagem de brasileiros que desejam a permanência de Temer até 2018 caia vertiginosamente. Como observou a Professora Andréa Freitas: “pode ser que 50% da população prefira Temer a Dilma se essas forem as únicas opções, mas parte desses 50% pode ser favorável a novas eleições. Com a ausência dessa opção, não há como estabelecer que essas pessoas prefiram o Temer”.
ISSO NÃO É TRIVIAL. Não se pode subestimar o impacto dessa pesquisa. É a única pesquisa de um instituto com credibilidade a ser publicada em meses. Sua publicação se deu exatamente antes da votação final do impeachment no Senado. E contém a extraordinária alegação de que metade do país deseja que o Michel Temer permaneça na presidência até 2018: uma manchete tão sensacionalista quanto falsa.
Considere como os resultados dessa pesquisa foram reproduzidos de forma incansável – como era de se esperar – em manchetes de outros grandes veículos do país:



No primeiro parágrafo: “Pesquisa do Instituto Datafolha realizada nos dias 14 e 15 aponta que 50% dos brasileiros preferem que o presidente interino Michel Temer continue no poder até 2018. A volta da presidente afastada Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto foi a opção de 32% dos entrevistados. Os 18% restantes não escolheram nenhum dos dois, disseram não saber ou que preferiam novas eleições”.



Em entrevista à Intercept, Luciana Schong do Datafolha insistiu que foi a Folha, e não o instituto de pesquisa, quem estabeleceu as perguntas a serem colocadas. Ela reconheceu o aspecto enganoso na afirmação de que 3% dos brasileiros querem novas eleições “já que essa pergunta não foi feita aos entrevistados”. Luciana Schong também conta que qualquer análise desses dados que alegue que 50% dos brasileiros querem Temer como presidente seriam imprecisos, sem a informação de que as opções de resposta estavam limitadas a apenas duas.
No fim de abril, a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) publicou seu ranking anual de liberdade de imprensa e o Brasil caiu para a 104ª posição, em parte devido à “propriedade dos meios de comunicação continuar concentrada nas mãos de famílias dominantes vinculadas à classe política”. Mais especificamente, o grupo observou que “de forma pouco velada, a mídia nacional dominante encorajou o povo a ajudar a derrubar a Presidente Dilma Rousseff” e “os jornalistas que trabalham nesses grupos midiáticos estão evidentemente sujeitos à influência de interesses privados e partidários, e esses conflitos de interesse permanentes são obviamente prejudiciais à qualidade do jornalismo produzido”.
Uma coisa é a mídia plutocrática brasileira incentivar e incitar abertamente a queda de um governo democraticamente eleito. De acordo com a RSF, esse comportamento representa uma ameaça direta à democracia e à liberdade de imprensa. Mas é muito diferente testemunhar a fabricação de manchetes e narrativas falsas insinuando que uma grande parte do país apoia o indivíduo que tomou o poder de forma antidemocrática, quando isso não é verdade.



Do portal do Sindsep.























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